Tuesday, July 04, 2006

A Bibliopiscina


Descolei esta foto no blog O Bibliotecário Anarquista, que por sua vez a descolou no blog La Imagen Social Del Bibliotecário. É isso aí, é assim que a rede funciona....
E ela me lembrou bastante nossa querida biblioteca – ambas estão localizadas num lugar inusitado – aquela nas margens de um rio e a nossa debaixo de uma arquibancada. Mas o que vale é a vontade de seus usuários...
Ponto para nós!

Sunday, June 18, 2006

Literatura de Chuteiras II


O melhor time do mundo
Jorge Viveiros de Castro (texto); Daniel Bueno (ilustrações)

"Envolvente, empolgante, eletrizante" - como descreve a comentadora Soninha Francine: assim é o livro de Jorge Viveiros de Castro, um prato cheio para quem gosta de bater uma bola. A sociabilidade do futebol está presente em O melhor time do mundo, em um enredo cativante que é, sobretudo, uma história sobre a amizade e o sentimento de equipe. O leitor será pego pelos dribles, pênaltis e gols narrados com a pena de que é apaixonado pelo esporte. As ilustrações de Daniel Bueno reforçam a atmosfera futebolística, com tabelas, descrição de jogadas, o colorido dos uniformes e as formas geométricas dos escudos: que vêm ainda em uma cartela de adesivos para serem colados nas peças do futebol de botão.
Este livro inclui uma cartela de adesivos para time de futebol de botão.

“ENVOLVENTE, EMPOLGANTE, ELETRIZANTE”

O jogo que acontece no recreio pode ser palco de competições, novas amizades, paqueras, descobertas, razões para chorar, para brigar, para rir. É a sociabilidade do futebol que está presente em O melhor time do mundo, onde se vê formar-se uma forte aliança entre o protagonista, Paulinho, e um garoto húngaro, o Gringo.
É por isso que, além de ser um prato cheio para quem gosta de bater uma bola, o livro é sobretudo uma história sobre a amizade e o sentimento de equipe. A afinidade entre Paulinho e Gringo, dois garotos mais quietos, que gostam de ler, estudar, vai crescendo discretamente, em silêncio, e acaba se consolidando na formação do “Zebrão”: time pronto para disputar o campeonato contra os craques da escola.
O leitor será pego pelos dribles, pênaltis e gols de uma competição eletrizante. Como descreve a comentarista esportiva, Soninha Francine:
“Nossa, é cada jogo... Eu nem sabia que ler uma jogada de ataque ou de defesa espetacular podia ser tão emocionante quanto ver ou participar dela. E não é só jogo, não. O livro de Jorge Viveiros de Castro tem todas aquelas coisas que fazem parte da vida quando a gente está na sexta série: apelidos e gozações, ansiedade e provas, glórias e frustrações. E dilemas seríssimos, como o do jovem goleiro: ‘Será que eu fico na reserva do time que tem tudo pra ser campeão, ou jogo de titular do que não tem a menor chance?’. Ah, a vida às vezes é muito difícil para quem tem doze anos...”
A atmosfera do livro é reforçada pelas ilustrações de Daniel Bueno, que desenhou desde tabelas, movimentações do campo, jogadas, até o colorido dos uniformes e as formas geométricas dos escudos: que vêm ainda em uma cartela de adesivos para serem colados nas peças do futebol de botão.
Outro importante elemento da cultura futebolística presente é a questão do estrangeiro, expressa não apenas na figura do Gringo mas dos craques evocados ao longo da narrativa: todos são jogadores internacionais, ídolos históricos do futebol mundial. É assim que por exemplo Paulinho ganha o apelido de Aranha Negra, o famoso goleiro do Dínamo da antiga Rússia das décadas de cinqüenta e sessenta.
E o que torna O melhor time do mundo ainda mais cativante é algo raro em literatura: a presença de personagens que são “reais”, familiares, garotos que poderiam ser aqueles que encontramos facilmente em nosso cotidiano. Assim, há um caráter de proximidade no enredo, que faz com que esta possa ser a história do dia-a-dia de muitos meninos e meninas na busca por seus times do coração ao longo da vida.

Monday, May 22, 2006

Mais um quadrinho sobre bibliotecas

Monday, May 08, 2006

O dia-a-dia de uma Biblioteca

Tenho pensado bastante a respeito da formação de uma Gibiteca na nossa biblioteca. Temos alguns exemplares de revistinhas espalhadas por aqui e, posso afirmar, é o grande atrativo para as crianças. Desde que constatei isto venho buscando, através de pesquisas, pensar na melhor maneira de fazer das histórias em quadrinhos uma porta de entrada para o universo da leitura. Para minha surpresa já há, nesta área, uma boa fortuna crítica – autores como Umberto Eco tem dedicado grande parte de seus estudos ao fenômeno. E, como sabemos, temos cartunistas de grande peso – basta lembrarmos de Maurício de Sousa, Ziraldo, Angeli e outros. Outro dado bastante interessante é o crescimento vertiginoso que as edições de quadrinhos vêem alcançando – não apenas no formato “jornal”, mas também em edições de luxo. Introduzi este assunto simplesmente para poder apresentar uma descoberta que fiz durante esta pesquisa – a série intitulada Unshelved, criada em fevereiro de 2002. Eis o resumo:

A maioria da ação se passa na biblioteca pública de Mallville, que anda passando por um rápido processo de modernização – estão informatizando seu acervo. O grande herói da história é Dewey, o bibliotecário responsável pelo atendimento ao público. Temos também Mel, a gerente, que tenta desesperadamente manter uma certa ordem na biblioteca. Tamara, a bibliotecária da sessão infantil, Colleen, o analista de sistemas que adotou uma criança chinesa, Merv, um usuário de apenas doze anos que passa a maior parte de seu tempo na biblioteca mas não gosta de ler, fã número 1 de Dewey, o único que tem paciência para ouvi-lo. Enfim, a história gira em torno da biblioteca, que nos é apresentado como um organismo vivo, onde entrecruzam-se as histórias reais, das pessoas que a freqüentam com as histórias que estão lá, nas estantes, esperando os leitores. Pena que ainda não foi traduzida. De qualquer forma, vou postar uma imagem da revista para conhecermos seu traço. Fica como uma referência à nossa Biblioteca e como uma homenagem à nossa auxiliar de biblioteca – Aline, que é quem está lá, no dia-a-dia dessa aventura chamada Biblioteca Marques Rebelo.


Sunday, May 07, 2006

Literatura de Chuteiras I

Já estamos preparando o grande evento que realizaremos por ocasião da abertura oficial dos jogos da Copa 2006. Com o objetivo de entrelaçar esporte e cultura, estamos organizando um acervo infanto-juvenil que verse sobre o universo dos esportes. É importante lembrar que o Pólo Esportivo e Cultural do América oferece, além do futebol, inúmeras outras modalidades esportivas - dentre elas o judô, o voley, tênis de mesa, dança, etc ...
Para o próximo evento, contudo, estaremos focalizando o universo do futebol. Serão oficinas, contação de histórias e exposições, todas girando em torno daquele que é considerado a grande paixão nacional - o futebol. Passaremos a postar resenhas de alguns títulos selecionados por nós.

A BOLA E O GOLEIRO (ED. NOVA)
Autor : Jorge Amado

Jorge Amado acertou em cheio mais uma vez. No país do futebol, o escritor baiano resolveu exibir a 'literatura de chuteiras'. Jorge Amado cria uma inusitada história, com personagens não menos característicos: a bola e o goleiro, peças centrais do momento máximo do futebol, o gol. Em A BOLA E O GOLEIRO, Jorge Amado se dedica, mais uma vez, ao público infanto-juvenil. O escritor já havia encantado crianças e adolescentes em O menino Grapiúna e O gato malhado.
Dessa vez, Jorge Amado conta a história da bola Fura-Redes, a mais disputada por todos os grandes jogadores, e o goleiro Cerca-Frangos, considerado a vergonha da profissão. "Vou contar a quem queira ouvir a história da bola Fura-Redes e do goleiro Bilô-Bilô Mão Podre, o Cerca-Frangos, uma historinha para ninguém botar defeito, breve e louca como a vida", assim começa Jorge.
Após o encontro dos dois, algo inusitado acontece. A bola se apaixona por seu principal inimigo. E apesar de entrar nas traves de todos os outros goleiros, Fura-Redes se recusa a desmoralizar seu amor. A partir disso, a carreira do maior engolidor de frangos da história, Bilô-Bilô, muda da água para o vinho. Finalmente, ele experimeta o doce sabor do sucesso.
O projeto gráfico do livro conta com uma novidade. As bordadeiras mais famosas de Brasília, as irmãs Dumont, são as ilustradoras do livro. Depois de ganharem por três anos consecutivos o Prêmio Jabuti, elas aliam sua habilidade com as agulhas ao talento de Jorge Amado. Sobre as fotos de seus trabalhos em linha e pano, foi inserido o texto.

Friday, May 05, 2006


Há 75 anos nascia aquele que seria um dos elefantinhos mais simpáticos do planeta – Babar. Babar pertence àquela família de escritos que nascem com um destinatário específico, mas acabam por extrapolar as fronteiras da família e figurar no imaginário coletivo de várias gerações. Cécile de Brunhoff contava à seus filhos todas as noites antes de dormir a história de um pequenino elefante órfão. Um dia, o pai das crianças, o pintor Jean de Brunhoff, resolveu fazer uma surpresa para seus filhos, ilustrando e editando a história que tanto amavam – assim nasceu "História de Babar, o Pequeno Elefante”. Isso foi na França e, em oito anos Babar vendeu mais de quatro milhões de exemplares. Após a morte de Jean, um dos filhos, Laurent, dedicou-se a dar continuidade as histórias de seus pais.
Babar, após a morte violenta de sua mãe, resolve deixar a selva e aventurar-se na vida citadina e urbana de Paris, aonde aprende novos códigos de sociabilidade. Após esta experiência de formação, Babar retorna à sua Floresta, casa-se com sua prima Celeste e, como rei de sua espécie, reconfigura a natureza à sua volta, arquitetando uma nova forma de organização política que assegurasse a tranqüilidade na selva. Este é o mote inicial das inúmeras aventuras que viriam depois. Hoje, Babar é editado em mais de 27 idiomas, já vendeu 12 milhões de exemplares e também já conhece novos formatos – filmes e séries televisivas.
No Brasil, Babar é editado pela Cia. das Letrinhas.

Wednesday, May 03, 2006

Festa no Pólo


Domingo, dia 30, o Pólo Esportivo e Cultural do América comemorou três anos de vida - 3 anos de muitas conquistas e muitos desafios. Além de celebrar seu aniversário, o Pólo também comemorou o dia Baixada Fluminense, o que abrilhantou ainda mais a festa. E a Biblioteca Marques Rebelo também prestou sua homenagem, realizando entre os convidados uma Oficina de Origami que ensinava como fazer - e mais do que isso - como vestir a camisa de um compromisso social.